Laboratório do Instituto Mineiro de Agropecuária é o primeiro de Minas Gerais a receber certificação para avaliar resíduos de agrotóxicos

O Laboratório de Química Agropecuária (LQA) do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) é o primeiro de Minas Gerais a receber a ISO/IEC 17.025, que credita a instituição a analisar amostras de hortícolas e água para avaliar resíduos de agrotóxicos. A qualificação do laboratório foi concedida este mês pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro).

A ISO/IEC 17.025 é considerada referência mundial para laboratórios de ensaio e calibração. A norma estabelece critérios para os estabelecimentos que desejam demonstrar sua competência  técnica, que possuem um sistema de qualidade efetivo e que são capazes de  produzir resultados tecnicamente válidos.

A implantação da ISO/IEC 17.025 é de grande relevância econômica, pois confere um valor diferenciado aos relatórios de ensaio emitidos pelos laboratórios, cuja competência técnica é  reconhecida por um organismo de credenciamento e que apresenta resultados confiáveis.

Com o mundo globalizado é imprescindível que a estrutura de avaliação da conformidade de cada país alcance reconhecimento junto aos fóruns internacionais competentes. Assim, evita-se que a necessidade de realização de novos ensaios e a obtenção de certificados em diferentes países onerem a produção das exportadoras.

O diretor-geral do IMA, Altino Rodrigues Neto, explica que com a norma implantada, os resultados de ensaios realizados no LQA serão aceitos em outros  países.  “É crescente o número de demandas por produtos e serviços que atendam aos padrões de qualidade nacionais e internacionais. Esta acreditação é uma forma de melhorar a qualidade dos processos produtivos do IMA”, afirma.

Os organismos acreditadores, como o Inmetro, são os responsáveis por administrar, acreditar, monitorar e fazer cumprir as exigências da norma a ser seguida. O órgão também é a instituição acreditadora oficial do Brasil. Além disso, é reconhecido internacionalmente em diversos países como organismo de acreditação brasileiro e tem como objetivo fortalecer as empresas nacionais, aumentando sua produtividade por meio da adoção de mecanismos destinados à melhoria da qualidade de produtos e serviços.

Laboratório de Química Agropecuária

O Laboratório de Química Agropecuária é um complexo formado por dez laboratórios: Resíduos de Agrotóxicos, Fertilizantes e Corretivos, Alimentos para Animais, Sementes, Solos, Vegetal, Fungos e Nematóides, Insetos, Físico-química em Alimentos e de Segurança Microbiológica em Alimentos.

O laboratório do IMA que teve o escopo acreditado pela ISO/IEC 17.025 é o de Análise de Resíduos de Agrotóxicos. Nele são analisadas amostras de hortícolas e água e análises químicas de formulação de agrotóxicos com o objetivo de avaliar a quantidade do produto existente na amostra.

Os laboratórios do IMA possuem instalações amplas e modernas, equipamentos de última geração e pessoal altamente especializado e treinado na prática dos processos analíticos. Além de prestar importante serviço de apoio às ações de defesa agropecuária, inspeção e fiscalização, o IMA está também aberto ao público em geral.

Governo Aécio faz pregão para a escolha das empresas que farão os serviços de identificação e medição de imóveis urbanos devolutos

A Secretaria de Estado Extraordinária para Assuntos de Reforma Agrária (Seara) e o Instituto de Terras do Estado de Minas Gerais (Iter) realizam, nesta terça-feira (9), pregão presencial para a escolha das empresas que farão os serviços de identificação e medição de imóveis urbanos devolutos (lotes vagos ou edificados) nas regiões Sul, Alto Paranaíba, Triângulo e Zona da Mata do Estado. Estão previstas um total de 450 mil medições em 380 municípios.

Os imóveis passíveis de medição, incluindo identificação e cadastramento, estão agrupados em lotes, da seguinte forma: Lote 01, Sul de Minas (150 mil medições em 155 municípios); Lote 02, Alto Paranaíba e Noroeste (100 mil medições em 50 municípios); Lote 03, Triângulo Mineiro (100 mil medições em 34 municípios) e Lote 04, Zona da Mata com previsão de 100 mil medições em 141 municípios.

O número total de medições previstas é de 450 mil, beneficiando cerca de 1,8 milhão de pessoas. O cadastramento e medições fazem parte do Programa de Regularização Urbana da Seara, que contará com recursos próprios.

Em novembro de 2009, foi feita a licitação para os serviços de medição e cadastramento de outras 500 mil áreas nas regiões Norte de Minas; Vale do Jequitinhonha/Mucuri e Rio Doce e Central e Centro-Oeste de Minas, beneficiando cerca de dois milhões de pessoas. Assim, com os dois pregões eletrônicos deverão ser beneficiadas cerca de cinco milhões de pessoas, com uma estimativa de 950 mil títulos de propriedade.

O valor total dos contratos a serem assinados após a realização do pregão gira em torno de R$ 10, 4 milhões, para licitar 450 mil áreas, com custo médio de R$ 23 por medição. No primeiro pregão, o valor dos contratos assinados com as quatro empresas responsáveis somou R$ 11 milhões.

Estima-se que atualmente em todo o Estado exista um contingente de aproximadamente 1,5 milhão de imóveis urbanos sem o título de propriedade. Esse volume enorme de área não regularizada deixa uma população de mais de seis milhões de mineiros vivendo dia a dia com instabilidade jurídica de sua moradia. Com o Programa de Regularização Fundiária há o reconhecimento dessas propriedades por um procedimento administrativo, pelo qual o Estado de Minas Gerais, proprietário das terras devolutas, ou seja, toda aquela terra urbana ou rural que não foi desmembrada do patrimônio público por um documento legítimo, transfere às famílias que exercem posse pacífica em terras devolutas estaduais, a propriedade desses imóveis.

Toma posse novo presidente da Emater Minas: “Aécio fez um trabalho magnífico, reconhecendo a importância da Emater-MG, a competência dos técnicos, competência essa que é reconhecida no Brasil inteiro”, disse

O professor Antônio Lima Bandeira é o novo presidente da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG). A solenidade de posse aconteceu nessa sexta-feira (5), no auditório da sede da empresa, em Belo Horizonte, nas presença do secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Gilman Viana Rodrigues, do ex-presidente José Silva e demais profissionais da casa, além de convidados como representantes de municípios e de instituições parceiras.

“Estou alegre e satisfeito em voltar a essa casa, onde estive por 21 meses. Sei dos desafios e a eles responderei com dedicação. Convoco a todos para que juntos possamos dar condução às realizações da Emater-MG”, disse Bandeira no discurso de posse, relembrando o período em que ocupou a liderança da casa, entre março de 2001 a dezembro de 2002.

Bandeira agradeceu ao seu antecessor e falou sobre os planos à frente da empresa. O professor afirmou que vai dar sequência ao projeto atual do governador Aécio Neves para a Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) no Estado. “Às vezes fazendo um necessário ajuste por questão de estilo. Não temos um projeto novo, mas temos ideias e a inspiração conceitual para reviver posições pessoais, tendo em mente a caminhada já iniciada e que vamos prosseguir”, disse.

Sobre os avanços da extensão rural mineira nos últimos anos, lembrou que a empresa se modernizou graças aos investimentos do Governo Aécio Neves no setor. “O Aécio fez um trabalho magnífico, reconhecendo a importância da Emater-MG, prestigiando a sua diretoria, trabalho, a competência dos técnicos, competência essa que é reconhecida no Brasil inteiro”, ressaltou.

Falando em nome do Governo, o secretário Gilman Viana elogiou a gestão encerrada e salientou a importância de se manter a qualidade dos serviços de Ater no Estado. “É proibido perder qualidade. Minas não aceita dar um passo atrás, não só nos serviços de Ater, mas em outros”, disse. Para o secretário, é perceptível a valorização da Emater-MG pela sociedade. “É a credibilidade que ela conquistou e o apreço da clientela, que são os agricultores”, argumentou.

Experiência acadêmica e de administração pública

O professor Antônio Lima Bandeira é doutor em Economia Rural, sendo reitor da Universidade Federal de Viçosa de 92 a 96. Foi também secretário adjunto de estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, de 99 a 2000, além de diretor técnico da Epamig, em 2003, presidente da MGS Administração e Serviços de Minas Gerais S/A, em 2004, e diretor geral da Univiçosa, no período 2004 a 2008. Ele é natural do município de Manga, no Norte de Minas.

Governo Aécio Neves promove encontros regionais para estimular uso de sistema integrado que alia produção rural e meio ambiente

Ainda pouco comum no Estado, a utilização do sistema de integração lavoura/pecuária/floresta tem apresentado resultados positivos para os produtores. Para incentivar as técnicas do sistema, que consiste em aproveitar a mesma área de uma propriedade para desenvolver de duas a três atividades diferentes, em um mesmo ano agrícola (de plantio), o Governo Aécio Neves vai promover encontros em dez municípios da região Central. O primeiro encontro será em Prudente de Morais, na próxima sexta-feira (12).

Os dias de campo, organizados para o primeiro semestre por meio de parceria entre Emater, Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) e a Embrapa, têm o objetivo de orientar produtores sobre as vantagens do sistema de integração, como recuperar pastagens degradadas, proporcionar alternativa de renda imediata e, também, a médio prazo. Os benefícios já foram observados nas 200 unidades demonstrativas do sistema de integração lavoura, pecuária e floresta implantadas pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa).

O produtor  pode consorciar o pasto com lavouras de grãos, como o milho, ou ainda investir no plantio de florestas – geralmente eucalipto – para corte de madeira na mesma  área usada para o pastoreio de animais e para o cultivo de lavouras anuais. “O que se está buscando mostrar ao produtor é que ele tem a alternativa de trabalhar com reflorestamento sem perder espaço para a lavoura ou pecuária e ainda agregar um fator de renda importante, que é a floresta”, explica o coordenador técnico de bovinocultura da Emater, José Alberto Ávila. “Estamos vivendo um momento de restrição de abertura de novas áreas e o produtor tem que trabalhar nas disponíveis. Uma boa opção é o uso intensivo da propriedade, com atividades de lavoura, pecuária e floresta”, completa.

As unidades demonstrativas foram implantadas em propriedades rurais de cerca de 170 municípios, de diversas regiões do Estado. Ávila informa que 25 milhões de hectares do território mineiro são ocupados com pastagens pela bovinocultura, dos quais se estima que a metade esteja em alguma fase de degradação, exigindo esforços para a sua recuperação. O sistema de integração é uma opção.

Plantio direto e adubo orgânico

O sistema ainda apresenta a vantagem de trabalhar com o plantio direto, caracterizado pelo não revolvimento do solo, o que minimiza o processo erosivo. Esta técnica reduz o custo de formação de pastagens, promove a conservação da água, pois aumenta a capacidade de infiltração desta água no solo, aumenta o volume de matéria orgânica, inclusive de carbono. “É uma técnica que combate o aquecimento global”, conclui o coordenador regional da Emater em Viçosa, Rogério Jacinto Gomes.

“O adubo usado na lavoura do milho, por exemplo, beneficia a pastagem, o plantio direto em áreas com a braquiária (capim para gado) melhora as condições gerais do solo, o que traz resultados positivos para o milho. E o plantio de floresta traz conforto para os bovinos, além de combater o desmatamento”, explica Gomes.

Em Florestal, na região Central, o extensionista da Emater informa ainda que em algumas unidades demonstrativas o adubo é feito a partir da cama de frango. Utilizada nos galpões avícolas, a cama tem o objetivo de evitar o contato direto da ave com o chão, além de favorecer a absorção da água e a incorporação de fezes, urina, penas, descamações da pele e alimentos.

Desde outubro de 2009, esta mistura está proibida de ser utilizada nas rações de animais, para evitar propagação de doenças. No entanto, a cama de frango é rica em nutrientes e de baixo custo, sendo usada como adubo orgânico. Este é o caso da propriedade da família de Gustavo Diniz Xavier, em Florestal. A pequena área, de apenas sete hectares, estava a ponto de ser vendida. “Meu pai queria vender, mas quando surgiu a oportunidade de termos uma unidade demonstrativa, investimos no sistema integrado e agora vamos colher o milho, o que vai pagar a mão de obra da lavoura. Em alguns anos, vamos cortar o eucalipto, teremos uma atividade lucrativa e vamos aumentar o gado”, avalia Xavier.

A propriedade funciona como “uma vitrine”, explica o técnico em agropecuária da Emater em Florestal, Marcelino Alves Mendes. “A cama de frango substituiu bem o adubo convencional e além da renda do eucalipto, o pasto vai aguentar mais gado”, conclui.

Recuperação de pastagem

Em Senador Firmino, na Zona da Mata, o produtor rural Antonio Marliere plantou, em 2008, em um hectare, feijão, braquiária e eucalipto. “O capim está viçoso e antes era uma pastagem degradada. Com a integração, vou colocar animais na área da primeira fase. Falta apenas instalar o bebedouro, aí vai entrar no rodízio de pastos”, continua Marliere.

O produtor, que também é agrônomo, explica que antes trabalhava o solo de forma tradicional, com arado, o que provocava muita erosão. “Depois que deixei de usar o arado, o custo de formação do pasto caiu. Agora, gasto cerca de R$ 1 mil por hectare. Na forma tradicional seria pelo menos R$ 3 mil a mais”, calcula. Dedicado à pecuária leiteira, Marliere possui 145 hectares, onde produz milho para silagem e o eucalipto colabora com sombra para o gado. “Acredito que a tendência é mesmo esta”, finaliza.

Programação Dia de Campo

12/02 – Prudente de Morais
19/02 -Onça do Pitangui -
05/03 – Florestal – MG
12/03 – Conselheiro Lafaiete
19/03 – Ouro Branco
25/03 – São João del-Rei -
09/04 – Esmeraldas
16/04 – Paraopeba – MG
30/04 – Itaguara
18/06 -Prudente de Morais – MG

Governo Aécio Neves promove Carnaval ecológico no Parque Estadual Rio Doce

Para aqueles que gostam de natureza, e desejam passar um carnaval mais tranqüilo e em contato com o verde, uma ótima opção é visitar o Parque Estadual Rio Doce, unidade de conservação estadual administrada pelo Instituto Estadual de Florestal (IEF). Além das atrações naturais, várias atividades serão oferecidas aos visitantes como rapel, arvorismo, oficinas de educação ambiental, trilhas interpretativas, apresentação de vídeos, fórum de discussões, observação astronômica, excursões e gincanas.

Os turistas podem visitar uma exposição interativa e permanente no centro de visitantes, aonde são exibidos os sons de vários animais silvestres, artesanato local e uma maquete do parque. Para os interessados em passar o feriado na área de camping da unidade de conservação as reservas devem ser feitas antecipadamente junto à gerência do parque. A área tem capacidade área para 250 barracas e somente uma pode ser reservada por pessoa.

O parque oferece uma completa infraestrutura para atendimento e segurança dos turistas. Além da área de camping, possui portaria, estacionamento, vestiários, restaurante, anfiteatro, Centro de Visitantes e posto de Polícia de Meio Ambiente. O gerente do parque, Marcus Vinícius de Freitas, observa que o visitante pode desfrutar de todas as atividades gratuitamente. “Somente as atividades de rapel e arborismo são cobradas a parte”, observa. O valor da entrada para visitação é de R$ 5,00 e a diária na área de camping custa R$ 10,00 por pessoa.

Marcus Vinícius de Freitas observa que os visitantes são estimulados a refletir sobre a importância da preservação da natureza. “Por ser uma área de proteção integral, o Parque é o espaço ideal para que o turista tenha oportunidade de conscientizar o publico da importância da conservação e proteção do meio ambiente, especialmente neste que é o Ano Internacional da Biodiversidade declarado pela Unesco”, afirma.

Algumas orientações devem ser observadas pelos visitantes no interior do parque. “Ao entrar na unidade, os visitantes são informados sobre o regulamento, mas é importante já tomar certas precauções como não alimentar os animais silvestres, usar repelente, levar sacolas ou outros recipientes para serem utilizados como lixeira e não levar animais domésticos”, informa Freitas.

O Parque Estadual do Rio Doce é a maior área de reserva de Mata Atlântica de Minas Gerais e está localizado no sudoeste do Estado, na região do Vale do Aço, nos municípios de Marliéria, Dionísio e Timóteo. Em seus 36.970 hectares abriga quarenta lagoas naturais, dentre as quais destaca-se a Lagoa Dom Helvécio, com 6,7 Km2 e profundidade de até 32,5 metros. As lagoas abrigam uma grande diversidade de peixes, com espécies como o bagre, cará, lambari, cumbaca e traíra. Outros animais da fauna brasileira também são frequentes no Parque, como a capivara, anta, macacos-prego, sauá, paca, onça pintada, o macuco e o maior primata das Américas, o mono-carvoeiro.

Parque Estadual do Rio Doce

Horário de Funcionamento: 7h às 18h

Telefone de contato: (31) 3822-3006

e-mail: periodoce@meioambiente.mg.gov.br.

Como chegar: Saindo de Belo Horizonte pela BR 262, seguir no sentido de Vitória e entrar no entroncamento para São José do Goiabal, entre João Monlevade e Rio Casca. Depois, prosseguir 6,5 km asfaltados pela BR 320. A partir daí, segue-se a sinalização até a entrada do parque. Outra opção é seguir pela BR 381, sentido Belo Horizonte-Governador Valadares, passando por Timóteo. Dali até o parque são 20 km de estrada de terra.

Distância de Belo Horizonte ao Parque: 248 km

Epamig, empresa coordenada pelo Governo Aécio, desenvolve pesquisa que garante o uso sustentável do solo pelos produtores rurais

O produtor rural tem o solo como sua maior riqueza e é através dele que tira seu sustento e de sua família. Foi visando estudar o solo e levar métodos que melhorem essa riqueza dos produtores que a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) desenvolveu o projeto “Delineamento de áreas com potencial erosivo para a bacia do rio Paranaíba, na sub-bacia PN1-Igam”.

Segundo o pesquisador da Epamig Ivair Gomes, que coordena o projeto, o objetivo do estudo foi delimitar áreas com potencial erosivo que contribuem com o processo de degradação ambiental em 26 municípios que compõem a bacia. “Fizemos um mapeamento das áreas e regiões com alto índice de erosões. Além disso, comparamos as áreas em que são utilizadas técnicas de manejo e conservação de solos mais apropriadas e indicadas por nós, com as áreas que não possuem tratamento ou que os produtores utilizam outros métodos”, explicou.

Para Ivair, os resultados das pesquisas mostram que as áreas em que os métodos conservacionistas são utilizados apresentam uma melhora considerável do solo, amenizando os impactos ambientais e levando muitos benefícios ao produtor. “O manejo correto do solo e a utilização das práticas fazem com que o produtor aumente o rendimento e produtividade da terra e proporciona uma grande economia, pois reduzem os gastos com adubação e correção dos níveis do solo”, afirmou o pesquisador.

Muitas das práticas indicadas pelos pesquisadores já são utilizadas por produtores e são consideradas de baixo custo, podendo ser facilmente adotadas na região do rio Paranaíba. Essas técnicas estão divididas em três categorias principais: as vegetativas, que incluem ações como reflorestamento, manejo de pastagens e plantio direto; as edáficas, que consistem em adubação verde, química ou orgânica, e eliminação e controle das queimadas nas práticas agropastoris; e as mecânicas, que abrangem técnicas de preparo do solo e planejamento do plantio.

De acordo com o pesquisador, não é possível dizer se existe uma região com mais índice de erosão, pois é preciso levar em consideração o tratamento do solo que é aplicado em cada área. E nem sempre o fato de uma região ser mais propensa à erosão significa que essa terra está degradável.

De acordo com a pesquisadora da Epamig Eliane Vieira, o relatório final do estudo, que vai ser entregue no mês de março próximo, será enviado para o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) e para a Empresa de Assistência Técnica do Estado de Minas Gerais (Emater-MG). “Os resultados podem ser utilizados para o planejamento de práticas conservacionistas e para análise da qualidade da água”, informou.

O projeto de “Delineamento de áreas com potencial erosivo para a bacia do rio Paranaíba (PN1 – Igam)”, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), foi desenvolvido pela Epamig, em parceria com a Embrapa, Universidade Federal de Lavras (Ufla) e Universidade Federal de Viçosa (UFV).

Seminário de Práticas Conservacionistas

Em janeiro, foi realizado em Patos de Minas, na região do Alto Paranaíba, o “Seminário de Práticas Conservacionistas”, com participação de pesquisadores, técnicos e produtores. O evento teve como objetivo principal promover a conscientização ambiental e apresentar e discutir sobre técnicas que amenizam os danos causados no solo por erosões.

De acordo com o pesquisador Fábio Aurélio Dias, da Fazenda Experimental Epamig Sertãozinho, em Patos de Minas, o tema atraiu muitos produtores da região: “As pessoas que participaram do seminário demonstraram grande interesse no assunto e em utilizar as práticas conservacionistas. Foi um evento para difundir novas ideias e técnicas”, disse.

Missão europeia vem a Minas conhecer a agricultura mineira e as linhas de ação adotadas pelo Governo Aécio Neves –

Representantes da delegação Quatro Motores para a Europa reuniram-se nesta sexta-feira (5) com o secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, Gilman Viana Rodrigues. O objetivo do encontro foi apresentar os principais resultados da agricultura mineira e as linhas de ação adotadas pelo Estado. A missão que está em Minas é composta por representantes de 12 empresas europeias e quase 40 líderes europeus, entre representantes dos governos, de universidades e de institutos de pesquisa. O grupo Quatro Motores é formado por um Acordo de Cooperação entre as Regiões da Lombardia (Itália), Rhône-Alpes (França), Catalunha (Espanha) e Baden-Wurttemberg (Alemanha). Conta também com a parceria das Regiões de Flandres (Bélgica) e Gales (Reino Unido).

Entre os dados apresentados durante a reunião foi destacado o ranking da produção agrícola em Minas Gerais, que detém a liderança na produção de café, florestas e batatas. O Estado produz cerca de 20 milhões de sacas de café, ou 49% da produção brasileira, possui 1,4 milhão de hectares de florestas plantadas e produz 1,1 milhão de toneladas de batata, produto que é objeto de uma parceria com a França para o desenvolvimento e implantação de novos cultivares no mercado brasileiro. Na produção de grãos, em dez anos, o Estado também se destaca. Conseguiu elevar a sua produtividade em 192,3%, reduzindo as áreas de ocupação e consequentemente aumentando áreas preservadas.

O Estado mostra resultados expressivos na área florestal, atendendo à visão contemporânea da agricultura, que é a de promover a sustentabilidade. Um dos projetos gerenciados pela Secretaria da Agricultura baseia-se no sistema de integração lavoura, pecuária e floresta, o chamado sistema agroflorestal, que prevê menor mecanização e maior adoção de processos biológicos. No ano passado foram implantados em Minas Gerais 194 unidades demonstrativas e 885 projetos de fomento florestal.

Os europeus conheceram também os resultados do Projeto Jaíba, maior projeto de irrigação da América Latina, com investimento público de US$ 520 milhões. Com duas etapas implantadas, o Jaíba possui potencial para 67 mil hectares irrigados, é hoje o maior polo de exportação de limão e já exporta banana orgânica para a Alemanha.

O potencial da agroindústria mineira foi um dos itens que chamou atenção e pode representar uma alternativa para que o Estado diversifique a sua pauta de exportações, amparando-se na logística que o mercado externo já domina como técnicas para o transporte a longas distâncias de produtos perecíveis, bem como para a industrialização de diversos itens da agropecuária.

Para o secretário Gilman Viana, a qualidade do agronegócio mineiro é um diferencial que atende às exigências das novas oportunidades. Ele citou como exemplo a produção de carne. “A carne mineira é um produto que atende ao mercado e à saúde do consumidor, uma vez que a gordura, que dá sabor, pode deixar de ser consumida porque não vem entremeada no alimento.” Isto, segundo o secretário, é qualidade. Na pauta das exportações mineiras do agronegócio, o complexo carnes ocupa o segundo lugar, com 11,6% do total. Em 2009, Minas Gerais contabilizou 1757 propriedades aptas a exportar carne bovina para a União Europeia. Dentro das ações de certificação foram destacados ainda os resultados do programa Certifica Minas, que já certificou 1.026 propriedades de café e 107 de cachaça de alambique.

Inscrições para o curso de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil foram prorrogadas até o dia 10 de fevereiro

As inscrições para o curso de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil foram prorrogadas até o dia 10 de fevereiro. O curso tem como objetivo conscientizar sobre os impactos da construção civil nos aspectos econômico, social e ambiental, conhecer as regulamentações mais atuais que indicam os caminhos básicos para a correta gestão de resíduos da construção civil, reconhecer as etapas da boa gestão de resíduos, listar a classificação dos tipos de resíduos gerados pelas obras, bem como identificar os respectivos tratamentos e disposições indicados pelas normas técnicas e em cada curso oferecido pelo Centro Mineiro de Referência em Resíduos (CMRR) serão montadas duas turmas e apresentar os principais itens constituintes de um Plano de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil (PGRCC).

São oferecidas 80 vagas, divididas em duas turmas. As aulas da primeira turma começam dia 22 de fevereiro e da segunda no dia 15 de março. As atividades acontecem de segunda a sexta-feira, das 14h às 17h30, totalizando 40 horas de aulas. O CMRR funciona no bairro Esplanada, Rua Belém 40, região Leste de Belo Horizonte.

Informações e inscrições pelo telefone (31) 3465-1203

Governo Aécio Neves vai construir 40 Centros Comunitários de Produção que atuará na melhoria da qualidade do leite

Na busca de agregar valor à produção do leite nas regiões Norte e Nordeste do Estado, 40 Centros Comunitários de Produção já começaram a ser construídos para dar suporte aos pequenos produtores. O projeto visa à melhoria da qualidade do leite, por meio da aquisição de tanques para resfriamento e da construção da infraestrutura necessária ao abrigo e adaptação dos sistemas de resfriamento.

Os Centros beneficiarão aproximadamente 1.640 pequenos produtores de leite que fornecem o produto ao programa Leite Fome Zero – Um Leite pela Vida, dos governos do Estado e Federal e que distribui 151 mil litros de leite/dia. O convênio para execução das obras e aquisição dos tanques é também uma iniciativa do Governo Aécio Neves, por meio da Secretaria Extraordinária para o Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha, Mucuri e do Norte de Minas (Sedvan) / Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas Gerais (Idene), em parceria com a União, por meio do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome (MDS) e Ministério das Minas e Energia (MME).

Para cada tanque de resfriamento de leite será fornecido um kit contendo material necessário para higiene e realização do teste de acidez. “O kit será para os primeiros meses e, daí em diante, a responsabilidade passa a ser dos próprios agricultores familiares envolvidos em cada unidade de resfriamento do leite. Por meio destes testes será possível avaliar em campo a qualidade da limpeza e dos produtos utilizados, verificar falhas e estabelecer os procedimentos de higienização mais adequados para cada tanque de resfriamento, trazendo otimização e economia no processo de obtenção do leite com qualidade”, explica o diretor geral do Idene, Walter Adão.

Gonzaga Júnior Gonçalves Luiz, presidente da Associação Comunitária dos Moradores da Santa Terezinha e Região, em Ponto dos Volantes, que foi beneficiada pelo convênio, destaca a expectativa no aumento das vendas de leite, uma vez que o produto terá mais qualidade. “Com certeza os laticínios terão mais interesse em adquirir nosso leite”, afirma.

As obras para construção dos centros tiveram início em janeiro e devem ser finalizadas em março. Os recursos investidos são da ordem de R$ 825 mil, por parte da União e R$ 1,1 milhão de contrapartida do Estado, totalizando R$ 1.942.099,86.

Capacitações

O convênio para aquisição de tanques e construção de infraestrutura prevê, ainda, a capacitação dos 1.640 pequenos agricultores das 40 associações contempladas. Serão oferecidas oficinas que, por meio de aula teórica e prática, com metodologia de ensino popular, construtivista e participativa, ensinarão formas para garantir mais qualidade ao leite, bem como orientações básicas de higiene pessoal e armazenamento do produto nos tanques.

Serão feitas também visitas de acompanhamento ao longo da execução do projeto nas 40 associações beneficiadas, com o objetivo de garantir a assistência técnica necessária durante o período de sustentabilidade (12 meses). As visitas serão feitas por uma equipe multidisciplinar que reunirá engenheiro civil, técnicos regionais, a coordenação estadual do Programa Leite pela Vida e a diretoria do Idene.

Experiência de sucesso

O Governo de Minas possui experiência na instalação dos Centros Comunitários de Produção. Apenas por meio do Projeto de Combate à Pobreza Rural (PCPR/MG), também coordenado pela Sedvan / Idene, já foram criados 66 centros com aquisição de tanques de resfriamento, demonstrando a expertise e capacidade de execução do Estado.

Economia Solidária: Governo Aécio Neves fortaleceu em 2009 agricultura familiar com compra de alimentos para escolas públicas

A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) comemora os resultados obtidos em 2009 com ações de programas que garantem mais espaço no mercado para os produtos da agricultura familiar. Foram destaques o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que fechou o ano com cerca de 12 mil agricultores beneficiados em 430 municípios, e o Programa da Alimentação Escolar (PAE), que conseguiu encerrar 2009 com cerca de 30 municípios comprando produtos do segmento para a alimentação de estudantes de escolas públicas municipais e estaduais.

“Os resultados foram muito bons e superaram as expectativas”, garante o gestor estadual do PAA na Emater-MG, Ademar Moreira Pires. Segundo Pires, a compra de gêneros alimentícios da agricultura familiar, por meio das várias modalidades do PAA, e para o fornecimento de alimentação escolar, está inserida no planejamento estratégico da empresa. Para este ano, a meta é atender até 13 mil agricultores familiares pelo PAA e expandir a venda de produtos da agricultura familiar para mais escolas públicas em outros municípios, atendendo mais de cinco mil agricultores.

De acordo o gestor, o papel da Emater-MG nos dois programas é bem amplo e vai desde a assistência técnica, mobilização de agricultores e suas organizações, emissão da Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP), orientação e elaboração de projetos até capacitação de agricultores em boas práticas de produção, entre outras atividades.

O PAA é um programa do governo federal, que pode ser executado pela Conab, Idene e municípios, dependendo da modalidade. Os recursos podem ser do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) e do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). O programa viabiliza a compra de alimentos da agricultura familiar, diretamente ou mediante associações, com dispensa de licitação, para várias finalidades, entre elas a doação para instituições filantrópicas ou para formação de estoque estratégico governamental. Já a compra de produtos da agricultura familiar para alimentação escolar foi instituída em junho de 2009 pela Lei 11.947 do Ministério de Educação e Cultura (MEC). A nova legislação determina que 30% dos recursos da merenda escolar sejam aplicados em produtos da agricultura familiar.

As cidades de Mesquita, Sardoá e Jequitinhonha já aderiram à compra de produtos da agricultura familiar para a alimentação escolar. O município de Mesquita, no Vale do Rio Doce, é pioneiro na iniciativa, com o fornecimento de leite para alunos de escolas públicas locais. O produto é comprado de 17 produtores organizados em uma associação local. Segundo a extensionista da Emater-MG de Mesquita, Fernanda Ataíde, a vantagem do produtor vender o leite para as escolas está na valorização do produto. “Nas cooperativas e nas feiras o leite é comercializado a R$ 0,65 o litro, enquanto nas escolas é vendido a R$ 1,30”, conta.

Quem também comemora mais este mercado para os produtos da agricultura familiar é a extensionuista da Emater-MG de Jequitinhonha, Lucianara Guimãres Miranda. Segundo ela, mais de 30 agricultores deverão ter seus produtos comercializados este ano no município para as escolas locais. Sobre o PAA, Lucianara informa que alguns agricultores do Assentamento Campo Novo já perceberam como garantir mercado e agregar valor a produtos como pães e bolos caseiros. “Antes, eles eram comercializados na feiras locais. Com o programa os agricultores se sentem mais estimulados com o aumento da renda e por atingir outros mercados”, finaliza.